quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher

Querem saber o que acho deste dia e dos outros que celebram? Uma impostura, um disfarce para esquecer o que se passa nos outros 364 dias. Mas é útil para certas agências justificarem a existência e o comércio ganhar dinheiro.

terça-feira, 6 de março de 2018

Assédio

O grande atleta britânico Mo Farah declarou ter sido assediado por motivos raciais no aeroporto de Munique, onde embarcou para a Etiópia. Não tenho a menor duvida sobre a veracidade da acusação deste medalhista olímpico. A segurança daquele aeroporto faz assédio sim e faz exibições arrogantes de força contra certas categorias de pessoas (negros, árabes, latinos, etc.) e parece que visam muito essa rota feita pelo Farah. Fizeram comigo quando vinha da Etiópia e estava lá em escala (com uma forte vontade de lá ficar o mínimo possível) a caminho de Lisboa e Rio de Janeiro. Revista humilhante e demorada a ponto de quase fazer perder a continuação da viagem, tentativa de intimidação e grande raiva ao verem que isso não funcionava. Claramente discriminatórios. Ali só  passarei se não tiver alternativa. E votos de continuação nos sucessos para o Farah, inclusive na Maratona de Londres do próximo mês.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Cinema

Ontem vi parte da cerimónia dos Óscares, movido como sempre pela curiosidade de ver quem ganhava muito, pouco ou nada. Tinha os meus favoritos, em virtude dos generos de filme que mais gosto, mas não fico zangado nem irritado com nenhuma decisão, nem penso mais nelas. Hoje entrei num debate na pagina do Achille Mbembe sobre o "Pantera negra, fiz algumas considerações e satisfez-me que tanto o Achille como outros participantes tenham gostado.

sábado, 3 de março de 2018

Afro feminismo ?

A grande escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichi discorda em entrevista ao diário "Libération" de Paris (27 de janeiro 2018):


Que pensez-vous du mot «afro-féminisme» ?

Je ne le comprends pas. Si on parle d’«afro-féminisme», alors parlons d’«euro-féminisme». Souvent, nous rajoutons des étiquettes pour parler des choses africaines, comme si on avait besoin d’une sorte de justification. J’ai, pour la même raison, un problème avec «afropolitain». Si quelqu’un est cosmopolite, alors il est cosmopolite, c’est tout. Pareil avec le féminisme. Mon arrière-grand-mère était féministe. Elle ne connaissait pas le mot, mais c’était une femme farouche, qui a toujours repoussé les limites qu’on lui imposait parce qu’elle était femme. Dans ma famille, on m’a toujours dit que j’étais elle, parce que dans ma culture, nous croyons à la réincarnation. J’adore cette idée. Mais le féminisme a toujours fait partie de l’Afrique. Il y a toujours eu des femmes féministes en Afrique.

Livros mais recentes traduzidos de Chimamanda : "Meio Sol Amarelo" e "Americanah"

quinta-feira, 1 de março de 2018

símbolos de luta antirracista na África Austral


Odivelas

Mais uma de Portugal ( estou com saudades de lá, sem dúvida ). O meu livro " A Ilha de Martim  Vaz " está nos destaques da semana da Biblioteca Municipal D.Diniz,  Odivelas, Lisboa.