Rússia e Estados Unidos querem rendição ucraniana. Na guerra dos Grandes Lagos africanos, ambos os lados querem a rendição do outro. Na guerra Israelo-palestina, o atual governo de Israel quer rendição de todos os palestinos (do Hamas à A.P.). O regime iraniano e agrupamentos que apoia querem rendição de Israel.
Nessa base constante são feitas propostas de negociações.
Claro, muita gente acha sem sentido negociar em que cela de prisão se vai ficar ou em que esquina se pode pedir esmola ou ainda perante quem há obrigação de ajoelhar .
Lembremos dois momentos na História.
Ano 480 a.c.: A Pérsia de Xerxes com 200 mil homens ataca uma coligação parcial grega, chefiada por Leônidas de Esparta, dispondo, no máximo de sete mil soldados. Xerxes exige a Leônidas que entregue as armas e o espartano responde: " Vem buscá-las". Resistiram, gerando dois fatores centrais: muitas baixas ao inimigo e atrasando seu calendário. Xerxes venceu com este preço e, em seguida, incendiou Atenas.
Entretanto, os atenienses retiraram para a ilha de Salamina, construíram uma força naval que derrotou a marinha persa, na batalha com esse nome. No ano seguinte (479 a.c.) a coligação grega tornou-se mais abrangente e seu exército derrotou o persa na batalha de Plateia.
Foi necessário apenas um ano e os efeitos históricos são conhecidos.
Séculos depois, em junho de 1940, os britânicos conseguem salvar suas tropas na bem estruturada retirada de Dunquerque. Hitler propôs a Churchill que o Reino Unido fosse realista, reconhecendo as ocupações alemãs na Europa continental e, em troca, a Alemanha reconheceria e respeitaria o Império britânico.
A resposta de Churchill levou a propaganda nazi-fascista a chamar o primeiro ministro britânico de causador de guerra, inimigo da Paz, etc e enviou sua aviação bombardear Londres. A RAF derrotou a força aérea inimiga que, em outubro de 1940, desistiu.
Momento decisivo com influência no subsequente desenrolar da segunda guerra mundial, cujo resultado final nos trouxe até aqui.
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