domingo, 9 de março de 2025

Preparando mudança na base deste blog

 Oi

Para maior facilidade de publicação mesmo durante viagens, vou mudar um dado de base.

Em vez do atual link de acesso: 

jonuel34.blogspot.com 

Passará a ser:

                               jonu34.blogspot.com


Durante alguns dias vou manter os dois com textos idênticos. Período de transição. 




terça-feira, 4 de março de 2025

segunda-feira, 3 de março de 2025

Ainda Estou Aqui

 E estamos! 

Brasil conquista o Oscar de melhor filme não falado em inglês, grande significado de vitalidade cultural, cujo conteúdo - até o próprio título - representam forte mensagem internacional, num contexto de agressividade das forças antidemocráticas.

Esta vitória e significado ocorrem durante o Carnaval, outro grande tradutor de criatividade. Os 4 primeiros desfiles do Grupo Especial na Sapucaí revelaram equilíbrio de alto  nível.


Á escala mundial, a Ucrânia volta ao primeiro plano, após a dura troca de palavras, gestos e olhares, no salão oval da Casa Branca, entre o presidente ucraniano e os presidente e vice- presidente dos EUA, além ( principalmente) de não ter havido assinatura do acordo sobre minerais, grande objetivo do governo Trump.

Ontem, decorreu em Londres um encontro de países europeus e Canadá, para elaborar novos planos  de apoio à Ucrânia e reforço da própria capacidade militar dos países presentes. Fala-se em verba adicional da ordem dos 30  bi de Euros e elaboração de proposta de cessar-fogo, super desejado pelos  dois beligerantes em busca de alívio militar e econômico-financeiro (nem que seja de curta duração) e da própria Europa.

Os termos desse cessar-fogo tal como referidos por Macron, porém, podem chocar com os de Washington e com exigências russas.

A China permanece silenciosa face à aproximação Putin-Trump e sua economia dá sinais positivos. O desempenho econômico da U. E., Rússia e EUA, serão cruciais para determinar as condições de negociação ou de eventuais novas formas de guerra que se seguirá.


A Bloomberg assinala hoje redução de suas previsões no crescimento do PIB norte-americano para 0,4% neste trimestre e,  caso Trump aplique  novas tarifas aduaneiras à China, reação desta podendo  atingir a agricultura dos EUA.

O secretário- geral da Área continental africana de livre comércio, disse que África será gravemente afetada se o acordo AGOA (acesso especial ao mercado USA) não for renovado, como se receia em virtude da nova linha tarifária norte-americana. 

O setor agroalimentar de novo com impacto estratégico, constatação capital para grandes produtores e exportadores agrícolas, como o Brasil.


              * a foto de  Walter Salles foi recortada de "                  O Globo". As do desfile da Viradouro são                       minhas a partir de tela da TV. A montagem                 é de I. A. com indicações minhas.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Terras raras e semicondutores

 A União Europeia decretou sanções ao Ruanda em virtude de sua atuação militar no território da RD Congo: suspensão das consultas sobre defesa e revisão dos acordos sobre terras raras, das quais toda a região é grande detentora. Este item ganha dimensão mundial acrescida, em virtude da busca pelos EUA de contratos sobre terras raras da Ucrânia. 

No caso Ruanda-Congo, Washington vai adotar posição idêntica à U. E. ou vai aproveitar no sentido oposto?

O Brasil é outro grande detentor desse tipo de terras, portanto, minerais estratégicos para Novas Tecnologias. Sua extração e refino, no entanto, é modesta.

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração  aparece  como interessada na separação de terras raras, partindo de resíduos resultantes de suas operações. A Vale tem feito pesquisas e a Indústrias Nucleares do Brasil procura aproveitar subprodutos da extração de urânio. 

A separação, purificação e refino requerem grandes investimentos e nível tecnológico muito elevado, até aqui nas mãos de grandes potências.  Para dar valor concreto à existência de terras raras é indispensável mobilização de capital ( incluindo parcerias internacionais) e transferência de tecnologia (acompanhada de pesquisa própria).

Está visível que o tema assume impacto econômico de primeiro plano. Ao mesmo tempo, a Administração Trump prepara novas medidas restritivas sobre fornecimento de semicondutores avançados à  China, fazendo pressão sobre aliados para seguirem a mesma orientação. 

Talvez isto sirva de moeda de troca europeia em relação ao posicionamento USA quanto às negociações sobre a Ucrânia. Está situada na Holanda a principal fábrica mundial de equipamento indispensável à produção de semicondutores e França, Alemanha, Reino Unido e Índia tem já resultados importantes no conhecimento avançado do produto e projetam grandes investimentos.

Naturalmente, é oportunidade - não só econômica mas de efetivo peso internacional - para todos os países possuidores de grandes reservas de terras raras e alguma base empresarial e de pesquisa científica. Caso brasileiro. 



sábado, 22 de fevereiro de 2025

"Rei"Trump, putinização, narcisismo

 Ou algo mais? 

Pergunta  implicando um dado que não pode nunca ser subestimado: largas faixas da humanidade, que em determinados períodos da História fazem maioria, vêm personalidades com algum desses "atributos" como salvadores. O livro " Medo da liberdade" de Eric Fromm continua válido na matéria e quem luta pela liberdade sabe que esta não é objetivo de todas as pessoas. A crença nos salvadores políticos corresponde a segmentos populacionais de baixa confiança em si próprios e na sociedade em geral. Daí, transferirem para personalidades cultuadas a condução da Vida. Daí, colocar a liberdade no centro da Vida compreende ação educativa e condições sociais muito diferentes do poker ou loteria.

Posto isto, reproduzo passagens da Opinion Today do New York Times que recebi esta manhã. Tradução direta por I. A. Clique em cima das fotos para ler melhor.






quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Negociação ou rendição

Rússia e Estados Unidos querem rendição ucraniana. Na guerra dos Grandes Lagos africanos, ambos os lados querem a rendição do outro. Na guerra Israelo-palestina, o atual governo de Israel quer rendição de todos os palestinos (do Hamas à A.P.). O regime iraniano e agrupamentos que apoia querem rendição de Israel. 

Nessa base constante são feitas propostas de negociações. 

Claro, muita gente acha sem sentido negociar em que cela de prisão se vai ficar ou em que esquina se pode pedir esmola ou ainda perante quem há obrigação de ajoelhar .

Lembremos dois momentos na História.

Ano 480 a.c.: A Pérsia de Xerxes com 200 mil homens ataca uma coligação parcial grega, chefiada por Leônidas de Esparta, dispondo, no máximo de sete mil soldados. Xerxes exige a Leônidas que entregue as armas e o espartano responde: " Vem buscá-las". Resistiram, gerando dois fatores centrais: muitas baixas ao inimigo e atrasando seu calendário. Xerxes venceu com este preço e, em seguida, incendiou Atenas. 

Entretanto, os atenienses retiraram para a ilha de Salamina, construíram uma força naval que derrotou a marinha persa, na batalha com esse nome. No ano seguinte (479 a.c.) a coligação grega tornou-se mais abrangente e seu exército derrotou o persa na batalha de Plateia. 

Foi necessário apenas um ano e os efeitos históricos são conhecidos. 

Séculos depois, em junho de 1940, os britânicos conseguem salvar suas tropas na bem estruturada retirada de Dunquerque. Hitler propôs a Churchill que o Reino Unido fosse realista, reconhecendo as ocupações alemãs na Europa continental e, em troca, a Alemanha reconheceria e respeitaria o Império britânico. 

A resposta de Churchill levou a propaganda nazi-fascista a chamar o primeiro ministro britânico de causador de guerra, inimigo da Paz, etc e enviou sua aviação bombardear Londres. A RAF derrotou a força aérea inimiga que, em outubro de 1940, desistiu. 

Momento decisivo com influência no subsequente desenrolar da segunda guerra mundial, cujo resultado final nos trouxe até aqui. 

domingo, 16 de fevereiro de 2025

USA provavel vencedor imediato da guerra na Ucrânia

           Se o cenário consecutivo à conversa telefônica Trump-Putin prosseguir, ganham mesmo.


Washington tem argumentos suficientemente pesados sobre os dois beligerantes para trabalhar segundo seus próprios termos ( que ainda estão sendo detalhados internamente): levantamento das sanções e congelamentos à Rússia, com reinserção desta na economia mundial (como prevê o bem informado V. Orban); prestar assistência ou cortar apoios à Ucrânia. 

No imediato, Trump quer demonstrar seu poder, submetendo a Europa à dúvida quanto a seu papel e afastando os candidatos a mediadores que se foram manifestando, excetuando a Arábia Saudita. 

Em qualquer conflito, o estatuto de mediador fornece altos dividendos políticos. Quando o conflito é de efeito global, tal estatuto só é atribuído aos mais influentes e auxiliares por eles designados. Os USA não cedem o protagonismo  a ninguém, mas aceitam os sauditas, porque precisam muito deles na Ásia Ocidental, porque eles dirigem a OPEP plus junto com a Rússia e desenvolvem discretamente contatos com os beligerantes .

O primeiro lugar mencionado para encontro presencial Putin-Trump é Riade ou algum palácio suntuoso de outra cidade da AS.

A política de Trump tem mesmo continuidade em relação à de Joe Biden.  O valor do equipamento militar fornecido pelos USA - segundo Trump seriam cerca de 500 bi de USD - pode ser em parte transformado em investimento para propriedade de algumas terras raras ucranianas (podendo ir até a metade) super valiosas no abastecimento das IT norte-americanas ou impedir que sejam usadas por rivais. 


Séria hipótese de trabalho seria o reaparecimento do G8 incluindo, portanto, a Rússia. Como efeito, o G20 e sobretudo os Brics, passariam a subalternos, pontos de encontro ocasionais ou ainda estrutura em stand by para uso na próxima crise mundial. A escolha de Putin será apenas em função das vantagens. 

O dólar US permanecerá dominante, mas o rublo passará a moeda conversível com o aumento das trocas comerciais russas e investimentos diretos estrangeiros que receberá. 

O ataque concreto aos Brics e ao G20 já começou com " punições " à África do Sul: corte de ajuda USA (valor simbólico), ameaça de redução drástica no acesso de produtos sul-africanos ao mercado estadunidense ( valor central agravante da crise econômica do país africano) e boicote de Washington à próxima reunião do G20, marcada precisamente para a África do Sul. 

Sobre fronteiras, a Casa Branca atual não se incomoda nada que elas sejam corrigidas em outros continentes, até porque cria antecedentes a projetos seus na matéria, não obrigatoriamente com ocupação (embora não excluida) mas com as regras que pretende impor à travessia de pessoas e mercadorias. 

A Rússia recebe uma pequena porção da Ucrânia ( onde vivem russofonos) ficando longe de seu objetivo inicial; a Ucrânia fica com os ucranianos e não entra para a OTAN (formalmente). 

Uma negociação com estes componentes exige tempo, dando margem para contrariedades.  

Por exemplo: Kiev eventualmente conseguiria apoio  na Europa que, se acrescido por mobilização interna, consideraria suficiente para prolongar sua resistência, obrigando o adversário a manter economia de guerra e sofrer baixas no terreno. Quanto mais o ultra-nacionalismo crescer na Europa, menos isso será possível. 

Outro exemplo: a China está silenciosa mas não vai permanecer assim, dada sua capacidade econômica e alta influência no Kremlin. Está olhando e alimentando o  data center especial de Xi.

Mais um: quatro anos podem ser insuficientes para implementar um acordo que não seja mera alternância de cessar-fogo e renovar de combates ou novas reivindicações globais. Nada garante que o atual poder em Washington ultrapasse esses quatro anos.

Entretanto: 

é bom estarmos preparados para grande vaga de fake news e propaganda de ódio, em torno das negociações;

será ótimo que cada país do resto do mundo melhore seus desempenhos internos. É básico para resistir às pressões que vêm por aí.