sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Regeneração celular humana

 


O desenvolvimento dos estudos sobre células tronco é um poderoso exemplo de novas perspectivas biotecnológicas e, como consequência, para a  medicina e a condição humana.

As células tronco assumem diversos tipos: musculares, nervosas, hepáticas, etc., tendo capacidade de se renovar e integrar a tecidos existentes.

A regeneração apresenta dois tipos principais: em resposta ao desgaste, incluindo o decisivo plano sanguíneo; conserto, em resposta a lesões ou enfermidades surgidas.

Partes do corpo, como a pele, têm forte poder de autorregeneração. Porém, esse poder é quase nulo a nível cardíaco e do sistema nervoso, com seus efeitos degenerativos. As células tronco são um primeiro grande passo na alteração dessas deficiências, com potencial até de recuperação de tecidos.

Além da regeneração em si, grupos de pesquisa em várias universidades de alguns países,  trabalham  no funcionamento de todos os órgãos do corpo humano, reforço do sistema imunológico e condições ambientais com alta influência na vida humana, muitas vezes para lá dos seus limites atuais. 

O avanço em qualquer desses itens de trabalho conduz a mais longevidade e qualidade de vida. Estamos a falar de regeneração e não apenas  cicatrização. Falamos também da cada vez maior capacidade da medicina preventiva e intervenção rápida em casos de acidentes ( no sentido amplo do termo), para lá do que se chama cura.

Outra vertente incide na disponibilidade orçamental, tanto para desenvolver a pesquisa,  nas suas premissas, nos testes rigorosos, nos saltos proporcionados pelos sucessos pontuais ou parciais e na colocação dos resultados ao alcance de todos os seres humanos.

Assim, aos enormes progressos resultantes de melhores ambientes de vida (do conforto à assistência) em faixas populacionais já importantes, acrescentamos subidas que nos colocam no limiar de melhor e mais amplo aproveitamento das possibilidades humanas vitais. Dependendo das políticas e iniciativas voltadas para a pesquisa, multiplicamos as descobertas e  ampliamos  sua abrangência na população mundial. 

Citamos as universidades onde a pesquisa está mais avançada nestas disciplinas e de onde saem as grandes ondas que definem patamares cientificos:

Harvard e Standford e Instituto Salk  nos EUA. Universidade de Kyoto, Japão, Oxford, UK. A China tem vindo a investir bastante. Na África do Sul,  o Instituto de Biociência Molecular da Universidade de Wits é o mais citado, mas na Faculdade de Medicina da Universidade de Cape Town também há importante grupo de trabalho. No Brasil destaque para o programa de Medicina Regenerativa do Instituto de Biociências da USP, com extensão à terapia celular.



terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Deepseek

 


O mercado financeiro norte-americano - e por tabela quase todos os outros - foi apanhado de surpresa pelo lançamento do R1, dispositivo de Inteligência Artificial da Startup chinesa Deepseek, criada em 2023, por Liang Wenfeng, mestrado em engenharia eletrônica e da informação pela Universidade de Zheijiang e gestor de fundos na High- Flyer, também fundada para ele. Esta empresa produziu grande parte do capital inicial da Deepseek, cerca de um milhão de USD, algo mínimo comparando com grandes empresas norte-americanas nascidas da informática e Internet. 

A Nvidia também começou modestamente, tendo em comum com a Deepseek ser produto das  rotas de Startup e ambas terem apanhado o mercado financeiro de surpresa. 

A diferença é que a Nvidia apontou rapidamente para a necessidade de investimento gigantesco, enquanto a Deepseek ficou por uma ínfima porcentagem disso.

Por outro lado, o R1 está num ritmo de downloads acima dos dispositivos USA, por ser gratuito, de bom desempenho e código aberto a verificações e melhorias pelo conjunto de empresas e startups do setor. Aliás, a empresa de Liang Wenfeng publicou, ao longo de vários meses, considerável  número de conclusões de pesquisa que conduziram ao R1.

Os dispositivos das empresas "tradicionais " só são gratuitos nas versões elementares.

A Deepseek tem operado até aqui nos limites dos chips disponíveis na China, portanto, sem os mais recentes, cuja exportação para a China está proibida. O desenvolvimento do R1 ou seus sucessores vai exigir reforço quando à performance dos chips, aqui ficando interrogação sobre como vai resolver este imperativo a curto ou médio prazo.

No entanto, o resultado obtido permite pensar que esta ou outras empresas, serviços ou startups, não só da China mas de outros países, podem otimizar o nível dos semicondutores.

Ao ser apanhado de surpresa, o mercado financeiro demonstra a centralidade da informação " in time", considerada com principal custo de transação por vários economistas, mesmo para além da escola de pensamento que primeiro colocou o tema nestes termos.

O R1 e suas consequências vai muito provavelmente abrir novas oportunidades no mercado dos semicondutores, fornecendo boas perspectivas a empresas como a ASML da Holanda e a TSMC de Taiwan ou outras que possam surgir de criatividades dispersas pelo mundo.

Quanto às empresas trilionárias norte-americanas e a projetos anunciados na passada semana com aval da Casa Branca, terão de encontrar explicações sobre esta assimetria " volume de capital-resultados".

No imediato,  é uma derrota para elas e para a visão de Trump na matéria. 





quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Musk, Trump & data centers


Ontem foi noticiado um projeto de investir 500 bi de USD em novos data centers  destinados ao desenvolvimento de Inteligência Artificial.  Os investidores são o SoftBank, Oracle e Open AI, com explícito interesse e apoio por parte de Donald Trump. 

Hoje o Wall Street Journal publicou declarações de Ellon Musk, membro do Secretariado de Trump, criticando o projeto e dizendo que os envolvidos não têm essa disponibilidade financeira. 



domingo, 19 de janeiro de 2025

Notas sobre o empreendimento

Desde alguns meses a editora deste blog passou a usuar uma abreviatura sobre a designação inicial. Iniciou como Panguila-Niterói e passou a PANIT. Abrevia e as duas últimas letras são também iniciais de Inovação Tecnológica, nosso eixo central em Geoeconomia. 


O blog continuará como divulgador de I.T. e seus efeitos a vários niveis. Ao mesmo tempo, dará informação sobre nossa atividade geral em Geoeconomia, seja pesquisa universitária escrita, sejam blocos de  imagens indispensáveis à matéria, tanto com captação no solo como por drone. 

O MEI/Startup fará trabalhos sem fins lucrativos e trabalhos remunerados que garantam durabilidade. 

Mas não abandonaremos itens que têm sido muito apreciados pelos leitores e leitoras:

- Literatura e Artes, na linha de mentalidade aberta, como sempre

           Foto reproduzida da Observer Review                                         (Londres) de hoje. 

- Futebol e outras modalidades, como sempre  na linha de minhas torcidas sem perder a lucidez

                     imagem com recurso a I. A.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

A liberdade e a harmonização econômica sob ataque

 

Joe Biden, no discurso de fim de mandato, assinalou um fator central nos jogos mundiais de poder: o avanço da oligarquia, de gente muito rica e grande força tecnológica. Não é só nos EUA. O autoritarismo e a correspondente xenofobia mobilizam por todo o mundo e, em muitos casos, com apoio da maioria popular.

Estas duas características ressuscitam velhas teorias econômicas que, no passado, serviram para concentrar riqueza e equilibrar contas públicas comprimindo o nível de vida de extensos segmentos sociais.

Se, em vários países, setores que se consideram democráticos contribuem com sectarismo para este avanço, o elemento principal é que as sociedades sempre estiveram divididas entre defensores e inimigos da liberdade, entre pessoas que se conduzem por valores humanistas e pessoas que cultuam líderes de fala ameaçadora.

Esta divisão é amortecida nos momentos de menos turbulência econômica ou de mais acordos na distribuição entre os hegemônicos mundiais. Hoje vivemos em crise econômica (como tem acontecido regularmente ao longo da história humana) somada a lutas ferozes entre hegemônicos ou candidatos a isso.

No campo tecnológico ganha-se novos terrenos e o conhecimento humano nunca foi tão elevado nas camadas mais capacitadas, que continuam sendo  minoritárias nos países mais desenvolvidos, muito minoritárias nos de desenvolvimento intermédio e insignificantes nos demais.

Neste campo, o progresso caminha junto com visões de monopolização e colocação ao serviço de poderes políticos, mas também com visões de democratizar a disseminação do conhecimento, reduzindo o obscurantismo gerado pela divisão entre saber e poder. 

Este é um confronto central no mundo em que vivemos e sempre foi assim. Agora, só estamos em fase mais acirrada, onde tudo pode acontecer, inclusive regredir. O confronto central mobiliza os dois lados das sociedades. 

Concretamente: entre todas as falas ameaçadoras e o somatório de ações contra o medo.