segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

2024

 Se há 40 anos eu tivesse pensado nisso acho que nunca contaria chegar tão longe. Não me lembro de ter pensando. Agora me pergunto até onde irei nesta prova de ultra fundo ou de triatlo ou de voo. Faz tempo que estou na categoria dos ultra fundistas ou tri-atlistas e, mais recentemente, dronista.

Comparando com futebol tenho jogado em defesa cerrada com frequentes contra-ataques e no geral com bom desempenho: ganhei duas guerras ( já explico), um doutorado, vários livros publicados ( também já conto), razoável número de amigas e amigos, me seguro com alguns medicamentos mas raramente vou ao médico.

A vitória nas guerras foi conquistada em luta contra invasores ( históricos ou recentes) e contra dominação de partido único. Ambos sumiram nesses locais,  onde faço parte do campo que alcançou tais objetivos com alegria, enquanto outros apenas os aceitaram com muita relutância até hoje.

A tática consistiu em gerir os riscos do underground ( acho mais forte que "clandestinidade " mas não rejeito esta expressão), sempre ao alcance da boca do lobo que nos farejava, procurava nos atingir mas não localizava nossas posições. 

Pensando em Bob Dylan: nós soubemos muito melhor de que lado sopra o vento.

Para me juntar aos pontos que fizeram crescer liberdade saí de casa e virei adolescente de rua. Não tenho o que reclamar, estava adequado ao combate. Décadas depois, escrevo a partir do que atravessei e de, ainda hoje, ter de chutar umas gentes raivosas dispostas a anular aqueles avanços com deformações, imposturas políticas ou identitarias e calúnias. 

Atenção aqueles e aquelas que hoje nos revezam naqueles pontos: espatifamos os dentes dos lobos que atacam os humanos ( ou têm medo de nós) mas não as garras. 

O doutorado foi um longo e muito interrompido caminho acadêmico em virtude da mencionada rota principal. Muitas vezes estava matriculado mas de repente não tinha como assistir aulas ou apresentar textos.

Já disse algures que uma trajetória  improvisada constantemente - nenhum plano fica inalterado perante o inimigo e, no meu caso, com agravante de grande parte das ações terem sido executadas em solitário - deixa cicatrizes por dentro e por fora.  John Steinbeck escreveu que viver a sério implica ter cicatrizes. 

Bonga diz com música em creolo "Quem que mostra bo esse caminho longe?". 

Então aqui estou, amando a base que escolhi para viver e olhar o mundo - como Clarisse Lispector. Atento às direções do vento. Afetam os meus voos de drone.




quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Economia Mundial

 Maiores PIBs mundiais em 2023 pelo metodo PPP (poder de compra paritário). Dia 20 de dezembro publicamos a lista pelo metodo nominal.


Mapa publicado pelo diário francês "Le Monde" sobre possíveis rotas terrestres entre a China e a União Europeia, evitando zonas inseguras. Essas rotas terrestres acrescentam-se à rota marítima do Cabo da Boa Esperança.

De notar no mapa como as 3 principais dessas zonas de guerra fazem linha norte-sul de perturbação entre os dois pontos referidos.



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quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Sobre a composição "racial" no Brasil

                 Os recentes dados do IBGE na matéria estão suscitando debates e interpretações. Há pouco foi reproduzida em um dos watts app da UFF a seguinte:


"A particularidade do censo do IBGE é que ele não apenas fornece dados, mas os apresenta orientados por teorias e embalados na ideologia dos analistas que trabalham nele.

Segundo as estatísticas geradas, 45,3% dos brasileiros se declaram como uma mistura de duas ou mais opções de cor ou raça, escolhendo entre branca, preta, parda e indígena, conforme o manual do instituto. Quem assim se identifica é pardo. Alvíssaras, o IBGE descobriu o óbvio, o Brasil é um país mestiço.

Como há um dogma dos militantes atribuído ao IBGE que reza que pardos não passam de uma subdivisão de negros, celebrou-se então a superioridade numérica dos negros nesse país. Mas apenas 10,2% se definem como negros.

É que, embora as pessoas tenham o direito de se identificar como desejarem, inclusive tendo a opção de adotar como critério de escolha a cor ou a raça, jornalistas e militantes se concedem o privilégio de ignorar tal autoidentificação e reclassificá-las conforme seus próprios critérios: pretos e pardos são espécies de negros, ponto final.

Ora, se os pardos se considerassem negros, escolheriam a identificação como pretos, como é óbvio supor. Da mesma forma, caso se vissem como brancos, optariam por essa categoria. Mas não o fizeram, assumem-se como mestiços.

Ocorre que no Brasil a escolha da categoria de cor ou raça deve ser considerada séria demais para se permitir que as pessoas decidam o que são por conta própria. A sociologia militante se concede o poder de decidir em lugar dos cidadãos, inclusive desconsiderando suas próprias percepções. Mas o tratamento é exclusividade dos pardos, claro.

Os militantes da causa negra não demoraram a ressaltar como anos de trabalho árduo dos movimentos resultaram no aumento do número dos autoidentificados como pretos e pardos no Brasil.

Embora isso possa ser verdade, esperemos algum crédito do fenômeno ao fato de que as pessoas vêm se miscigenando no país há mais de 500 anos, bem antes que movimentos negros marchassem com faixas declarando que "miscigenação é genocídio" ou inundassem as redes com denúncias de "palmitagem" de quem se envolveu com pessoas de outra cor.

O cardinalato dos influenciadores que reivindicam falar em nome de todos os negros não iria perder a oportunidade de pontificar sobre o assunto. "É uma vitória termos um Brasil que se reconhece como negro", afirmou-se. Para depois rematar-se com: "Nunca é demais lembrar que pardos e pretos compõem a população negra do Brasil".

Pelo visto, ignora-se o fato de que "o Brasil" se reconheceu majoritariamente como pardo, não como negro, branco ou indígena. Nem deveria ser demais lembrar que pardo é alguém que se reconhece mestiço, misturado, miscigenado, não como componente de qualquer outra população, a não ser a brasileira.

Impressionante como a matriz indígena foi esquecida, como se ela não fizesse pardos.

Ora, ocorre o contrário. O norte do Brasil é pardo, a Amazônia é parda. Os dez municipios com maior percentual de pardos estão entre o Amazonas, o Pará e o Maranhão. Como o colégio cardinalício identitário decidiu que todos os pardos são compulsoriamente negros, a origem indígena do Brasil pardo foi apagada.

O pior é que nem isso é para valer. Parafraseando o verso do Rigoletto de Verdi, "il pardo è mobile, qual piuma al vento". Conforme a conveniência do cardinalato identitário e dos movimentos negros, movem-se os pardos para lá ou para cá.

Nos momentos de fazer volume, pardos são da população negra. Na hora das cotas em concursos ou de dividir cargos, chama-se a polícia racial, ou "comissões de heteroidentificação", para tirar os pardos.

A autoidentificação dos pardos é desconsiderada; o que não se ignora é a premissa que há sempre um pardo querendo desfrutar de reparação que é só devida aos pretos. Pardos são úteis nos numeradores para se calcular as compensações, mas um estorvo depois do cálculo feito.

Vejam Flávio Dino. Alguém tem mais a cara do Brasil do que um caboclo miscigenado do Maranhão, justo onde a Amazônia e o Nordeste se encontram num abraço gostoso?

Pardo, no jargão do IBGE, ou moreno, mulato ou caboclo na língua real do país, Dino tem a cor e a manha da nossa gente.

No Brasil brasileiro, Dino é caboclo inzoneiro, exceto para as autoridades identitárias, que prantearam a sua indicação ao STF alegando que o cargo era para uma pessoa negra. Quando há privilégios e recompensas, pardos não são negros, nem sequer Flávio Dino."

Por Wilson Gomes


Bom Dia


 Reproduzida da Internet sem informação sobre autoria.

domingo, 24 de dezembro de 2023

Rebel Moon

          Primeira Parte: A menina do Fogo. 

Vi hoje na Netflix. Gostei. 

Dirigido por Zack Snyder (" 300", " Liga da Justiça".) que volta a trabalhar o tema da resistência às opressoes ou grandes ameaças. Num quadro inter-planetario.

Interpretação principal: Sofia Boutella ( nascida na Argélia).

A segunda parte anunciada para lançamento em 19 de abril 2024.

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Maiores Economias

As 20 maiores em PIB nominal segundo o mais recente Outlook do FMI:


No chamado G 20, a Espanha e a Suíça não estão.  Apesar de não fazerem parte dos 20 maiores PIBs, África do Sul e Argentina participam nesse Grupo, do qual também fazem parte as Uniões Europeia e Africana.