segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Laís Meri foi ao Corcovado

 Viu o Cristo Redentor e tirou bonitas fotos do Rio. Se destacam facilmente  o hipódromo da Gávea e a Lagoa Rodrigo de Freitas. 





sábado, 16 de dezembro de 2023

Radicalização dos Conflitos no mundo de hoje - 1

 Neste domingo novo referendo constitucional no Chile, após rejeição da Constituição proposta pela coligação governamental liderada pela esquerda e eleição da constituinte com maioria de direita e extrema direita. 



É um dado constante o crescimento desta aliança de forças. Recentemente tomou o poder na Argentina, já o tinha na Hungria, na Itália, (nos 3 casos pela via eleitoral), na Guiné Equatorial, em vários países do Sahel e Myanmar ( via golpes de Estado), Arábia Saudita( desde sua fundação), Iran, Afeganistão, etc.

Além disso importantes oposições do mesmo perfil existem nos EUA, França, Brasil, Paraguai, Peru, Espanha, Holanda (onde pode chegar ao poder em função dos resultados eleitorais do mês passado) e posso ter esquecido alguns.

Populismo, identitarismo, militarismo, nacionalismo de base religiosa são os elementos mais presentes nestas forças. Nuns casos predominando um destes comportamentos, em outros aparece soma de todos eles.

O populismo e o identitarismo estão igualmente presentes nos setores autoritários ou totalitários de esquerda. 

A este quadro se opõem a esquerda democrática e a direita e centro liberais-democraticos, conjunto que há poucas semanas derrotou a direita-extrema-direita nas eleições da Polônia. 

As duas guerras de alta intensidade atuais, são conduzidas por governos de direita com participação decisiva da extrema-direita. 

É russo, com influência em círculos próximos do poder, Alexander Dugin, um dos principais teóricos mundiais dessa área política e Putin apoia Trump e Marine Le Pen. O governo ucraniano aceitou e integrou grupos armados ultra direitistas. Repressão a opositores é regra geral em ambos. Os governos de Netanyahu e de Gaza ( Hamas) são de extremados nacionalismos religiosos e priorizam alvos civis com crueldade. 





Na próxima semana focarei o ponto 2. deste título: os niveis mundiais de poder 


quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Prêmio Oceanos

 O vencedor em prosa este ano foi o caboverdiano Joaquim Arena, dando lugar a pequenas notícias mesmo na mídia literária, sem o destaque que merecia esta atribuição do prêmio  a um escritor até aqui pouco conhecido na área dos países de língua portuguesa, embora traduza volume  considerável de escritores na mesma situação. Garantias de nova literatura de qualidade e profundidade em português. 

Nem sequer mera notinha de primeira página ou página inicial. A referência mais detalhada vem do boletim on-line em inglês "Writing África" de James Murua.


Em poesia o prêmio é para Prisca Agustoni, apresentada na maior parte daquela mídia como " suíça naturalizada brasileira ". Se é naturalizada é brasileira ou, se for o caso, dupla nacional. Alguém bom da cabeça designaria Clarisse Lispector como escritora ucraniana naturalizada brasileira? 


O prêmio Oceanos parece-me menos sujeito a pressões geopolíticas que o prêmio Camões (na minha opinião devia ter outro nome de batismo, se quer representar a produção em português de forma abrangente). 

A expressão Oceanos evita  ligação a nomes e, pelo menos até aqui, não tenho motivos para pensar que repercute escritores projetados por marketing de origem ideológica. 

Veremos se resiste às pressões do mercado editorial, do identitarismo e dos decisores ideológicos.

Por todas estas razões os laureados deste ano mereciam mais atenção da midia literária.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

U.E. aprova regulação do uso de IA

 O Conselho e o Parlamento europeus chegaram a conclusão das negociações sobre regras de recurso a Inteligência Artificial, iniciadas em junho deste ano. A União Europeia é assim a primeira na matéria à escala mundial. O anúncio já está em alguns órgãos de mídia e boletins universitários. 

Inteligência Artificial já vem sendo usada em alguns ramos de economia, cultura, previsões e ensino, mas seu alcance está na iminência de se alargar, aumentando a rapidez na obtenção de resultados em tarefas e atividades, com efeitos enormes na produtividade geral.

Por outro lado, causa interrogações sobre interferência na vida privada e nas liberdades públicas. 

Aguardamos o texto regulador dos Estados Unidos.



sábado, 2 de dezembro de 2023

Debate em Lagos

 Cidade portuguesa onde decorreu o primeiro mercado de escravos no Atlântico em 08 de agosto de 1444. Na biblioteca municipal eu e Laurentino Gomes respondemos a perguntas da moderadora Fernanda Almeida e do público. Também autografamos  alguns de nossos livros. 

Excelente ambiente e pessoas muito interessantes e interessadas.





sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Seniores

 É o nome que dão aos antes designados como idosos ou terceira idade. Os números dessa faixa etária sobem em todo o mundo. A França espera ter em 2050 um terço de sua população acima dos 60 anos. Deve ser idêntico em todo o hemisfério norte desenvolvido. Em países de desenvolvimento intermediário - como o Brasil - não estaremos muito longe disso. 

Os seniores vivem mais hoje que em gerações anteriores e a maior parte vive melhor ou muito melhor. E são mais qualificados. 

Isto implica mudanças nas mentalidades, vontades e capacidades. Para grande número de seniores o problema é permanecer ativo, não se deixar morrer em vida que ainda poderá ser longa. Ou seja, lutar por oportunidades e contra os preconceitos ou discriminações etárias. 

Não é fácil, mas isso não é novidade para quem percorreu picadas ameaçadoras para chegar até aqui nesta forma. Foram precisas determinação, aumento constante das capacidades e solidariedade. Neste caso, em duplo sentido: recebendo e dando.

Os números em evolução não mudam nada a estes três requisitos, nem ao ambiente da caminhada. 

Escrevo este texto após ter lido no semanário francês " L'Obs" uma entrevista com o sociólogo Serge Guerin sob o título "Ser Senior é com frequência não se deixar enganar".