quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Tá maluco?
O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros disse que Trump sugeriu-lhe a construção de um muro no Saara para conter os imigrantes ilegais. A conversa foi em junho na Casa Branca. A Espanha não tem qualquer soberania no Saara, apenas possui duas pequenas cidades na costa marroquina (Ceuta e Melila), reivindicadas por Marrocos. 35.000 imigrantes ilegais chegaram a Espanha desde começo do ano, o número mais alto em toda a União Europeia e muito inferior ao dos alarmistas. O ministro disse que a Espanha não concorda com a sugestão do Trump.
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
domingo, 16 de setembro de 2018
Angola e Portugal
Manifestação antirracista em Lisboa
Cartaz de boas vindas a Angola do primeiro-ministro português, António Costa
Cartaz de boas vindas a Angola do primeiro-ministro português, António Costa
sábado, 15 de setembro de 2018
Sensual
De artistas a cientistas, são vários pensadores a considerarem a sensualidade como algo que nos define. A atitude perante ela também.
Mas não faltam repressores e repressoras . Até este blog já foi algumas vezes alvo de ataques por reproduzir imagens sensuais - como arte ou como arma de protesto. Hoje reproduzo escultura do Hermitage de São Petersburgo, em foto do amigo Helder F. Curto:
Mas não faltam repressores e repressoras . Até este blog já foi algumas vezes alvo de ataques por reproduzir imagens sensuais - como arte ou como arma de protesto. Hoje reproduzo escultura do Hermitage de São Petersburgo, em foto do amigo Helder F. Curto:
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Ministra Kamissa Camara
Kamissa Camara tomou posse como ministra maliana das Relações Exteriores e Cooperação Internacional, áreas onde tem grande experiencia por ter sido antes conselheira em diplomacia do presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, animadora nos USA do Forum de Estratégia para o Sahel, membro de comissão especial sobre África no Congresso norte-americano, etc. Não é por nada disso que a sua nomeação é importante e nem significa qualquer tomada de posição com relação ao presidente IBK. Em primeiro lugar é uma mulher na direção diplomática de país em guerra. Uma guerra desencadeada pelos jihadistas, cuja ideologia tem na opressão da mulher um dos eixos, impondo até normas de vestuário, submissão ao homem em tudo (até para se deslocar), etc. Vale a pena ver o filme "Timbuktu". Por ter muitas amigas que estiveram (ou estão) em lutas de alto risco pela democracia, tenho um respeito muito especial pelas mulheres portadoras de armas ou ligadas a esforço de guerra justa. Tive a honra de lutar ao lado delas em muitas das nossas lutas. Outro ponto: muitos governos, por razões eleitoreiras, nomeiam mulheres para postos ministeriais subalternos. Kamissa Camara está num ministério central e de dupla função. Não sei se ela é feminista. Tenho várias amigas africanas que não são e até o criticam. Recentemente uma disse-me que a História da rainha Njinga desmente a teoria ocidental de género e outra - com quem nem tenho boas relações - afirmou-se não feminista e sobretudo contra o que classificou de feminismo branco. Pessoas que optam por colocar a luta em bases mais amplas Sejam quais forem as posições da ministra sobre a matéria, a sua nomeação ( com mais outras dez mulheres no governo maliano) representa um grande avanço para os direitos humanos, em geral, numa região onde têm sofrido constantes desrespeitos. Mais um dado que me chamou a atenção. Kamissa é filha de malianos, nasceu em Grenoble (França) e viveu vários dos seus 35 anos de idade nos Estados Unidos. Tem as três nacionalidades e isso não impede as altas funções que exerce. São significados que ultrapassam a mera função governamental.
Furacão Florence
avança para a costa Leste dos USA. 1,7 milhão de pessoas receberam instrução para saírem de suas residencias ainda hoje. Sobretudo das Carolinas e da Virginia. Alerta máximo no D.C., Maryland e Georgia.
domingo, 9 de setembro de 2018
Angola - MPLA
O Presidente João Lourenço assume em congresso extraordinário a presidência do partido no poder em Angola. No seu discurso prometeu combater a corrupção e o nepotismo. Além da grande repercussão em Angola, este discurso é muito citado em Portugal e nos PALOPS, devendo repercutir em toda a região SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral). Para vice-presidência foi eleita a deputada e jornalista Luísa Damião. João Lourenço apresenta-se como quinto presidente do MPLA, introduzindo um elemento importante na História do seu partido, pois até aqui, antes dele, só eram mencionados dois. Grandes alterações foram também introduzidas na composição do Bureau Politico, orgão executivo máximo, com substituição de mais de uma duzia de membros. O MPLA faz parte da Internacional Socialista.
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