O desenvolvimento dos estudos sobre células tronco é um poderoso exemplo de novas perspectivas biotecnológicas e, como consequência, para a medicina e a condição humana.
As células tronco assumem diversos tipos: musculares, nervosas, hepáticas, etc., tendo capacidade de se renovar e integrar a tecidos existentes.
A regeneração apresenta dois tipos principais: em resposta ao desgaste, incluindo o decisivo plano sanguíneo; conserto, em resposta a lesões ou enfermidades surgidas.
Partes do corpo, como a pele, têm forte poder de autorregeneração. Porém, esse poder é quase nulo a nível cardíaco e do sistema nervoso, com seus efeitos degenerativos. As células tronco são um primeiro grande passo na alteração dessas deficiências, com potencial até de recuperação de tecidos.
Além da regeneração em si, grupos de pesquisa em várias universidades de alguns países, trabalham no funcionamento de todos os órgãos do corpo humano, reforço do sistema imunológico e condições ambientais com alta influência na vida humana, muitas vezes para lá dos seus limites atuais.
O avanço em qualquer desses itens de trabalho conduz a mais longevidade e qualidade de vida. Estamos a falar de regeneração e não apenas cicatrização. Falamos também da cada vez maior capacidade da medicina preventiva e intervenção rápida em casos de acidentes ( no sentido amplo do termo), para lá do que se chama cura.
Outra vertente incide na disponibilidade orçamental, tanto para desenvolver a pesquisa, nas suas premissas, nos testes rigorosos, nos saltos proporcionados pelos sucessos pontuais ou parciais e na colocação dos resultados ao alcance de todos os seres humanos.
Assim, aos enormes progressos resultantes de melhores ambientes de vida (do conforto à assistência) em faixas populacionais já importantes, acrescentamos subidas que nos colocam no limiar de melhor e mais amplo aproveitamento das possibilidades humanas vitais. Dependendo das políticas e iniciativas voltadas para a pesquisa, multiplicamos as descobertas e ampliamos sua abrangência na população mundial.
Citamos as universidades onde a pesquisa está mais avançada nestas disciplinas e de onde saem as grandes ondas que definem patamares cientificos:
Harvard e Standford e Instituto Salk nos EUA. Universidade de Kyoto, Japão, Oxford, UK. A China tem vindo a investir bastante. Na África do Sul, o Instituto de Biociência Molecular da Universidade de Wits é o mais citado, mas na Faculdade de Medicina da Universidade de Cape Town também há importante grupo de trabalho. No Brasil destaque para o programa de Medicina Regenerativa do Instituto de Biociências da USP, com extensão à terapia celular.