sábado, 24 de dezembro de 2016

Natal Muito Feliz para Todo o Mundo


edições Panguila

Conforme acordo entre as editoras Panguila e Autores (de Lisboa) foi criada  nova plataforma:                                                                    http://panguila.autores.club/

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Financiamentos de campanhas

(reprodução parcial do MSN.br desta tarde)

Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) indicam o repasse de R$ 50 milhões da Odebrecht, pago pelo departamento de propina da empresa, à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em troca de um benefício à Braskem. Os americanos descrevem uma ação da Odebrecht e da Braskem junto a autoridades do governo, de 2006 a 2009, para garantir um benefício tributário à petroquímica.
Para avançarem nas negociações, as empresas receberam um pedido de um ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Estado apurou, o ministro que solicitou os R$ 50 milhões foi Guido Mantega, então titular da Fazenda.
O DoJ não menciona os nomes das autoridades e executivos envolvidos nas tratativas, mas descreve o acerto da propina feito com autoridades do alto escalão. Primeiro foi feito um apelo a uma autoridade brasileira do governo Lula, identificada como o ex-ministro Antônio Palocci. Mesmo depois de deixar o governo, Palocci atuava como consultor da Braskem, segundo os investigadores. Esse apelo era para que Lula fizesse uma intervenção junto a Mantega, para que o ministro da Fazenda tratasse sobre o assunto. Os documentos americanos relatam também um encontro de um executivo da Odebrecht diretamente com Lula.
Após uma série de reuniões da Odebrecht com Mantega, ele pediu contribuições para a campanha eleitoral de Dilma e escreveu "R$ 50 milhões" em um pedaço de papel. Como resultado das tratativas, em 2009, o governo chegou a uma solução. De acordo com os americanos, foi lançado um programa de créditos tributários da qual a Braskem se beneficiou.
(...)
Procurada, a assessoria da ex-presidente Dilma não foi localizada. O advogado José Roberto Batochio,
responsável pela defesa de Mantega e de Palocci, afirmou que os clientes "negam peremptoriamente
todos os fatos". "Desconhecem ambos qualquer eficácia ou validade de atos de autoridades de Estado 
estrangeiro em face da soberania do Estado Brasileiro. Qual seria a eficácia da elucubração da
polícia brasileira em relação a uma autoridade americana?", afirmou o advogado..


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Corrupção

A justiça norte-americana diz que a Odebrecht e sua subsidiaria petroquimica Brasken comandaram o maior esquema mundial de subornos para obtenção de contratos de que há noticia. Os montantes pagos a personalidades e estruturas de 12 países é da ordem de 1 bi de USD. A investigação nos Estados Unidos decorre de bancos norte-americanos terem sido usados para pagamentos, tal como da Suiça. Alem do Brasil a Odebrecht-Brasken corrompeu em 9 países latino americanos (incluindo Argentina e Mexico) e 2 africanos (Angola e Moçambique). Tais praticas vão ser objeto de multas avaliadas em 4 bi de USD, a distribuir pelo Brasil, USA e Suiça. Não se sabe se a empresa pode pagar. O departamento da Justiça em Washington mencionou 3 empresas em paraísos fiscais que serviam este esquema de corrupção. O mesmo departamento deve possuir nomes de personalidades que aceitaram pagamentos da Odebrecht para lhe conceder contratos,não se sabendo se vão divulgá-los.

Atentados em Berlim e Ancara

A proposito dos metodos de revista pessoal pela segurança do aeroporto de Frankfurt, constatei que eles incluíam aspectos estúpidos que apenas serviam para incomodar e atrasar, sem capacidade de fazer face a situações de ameaça clara. O camião que - como arma terrorista - matou varias pessoas em Berlim parece provar aquela minha impressão. Chateiam os passageiros nos aeroportos mas as ruas ficam livres para  ataques deste tipo. O governo turco, por sua vez, aproveitou uma tentativa imbecil de golpe de estado e fez repressão geral de suspeitos da oposição, seja pela detenção ou demissão de cargos que exerciam. Não impediu o assassinato do embaixador russo num museu de Ancara. Quando se confunde ações de defesa e prevenção com  exibições de força repressiva ou de mera encenação, os resultados  só podem ser estes.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Exposição de mestre Varenne



Terminou numa  galeria parisiense a exposição de Alex Varenne, grande figura da arte erótica, criador de fortes personagens da BD/HQ. Muita repercussão na media, com destaque para o "Liberation"..

Negligencia financeira da diretora do FMI

Tribunal francês considerou negligente a atitude de Christine Lagarde, ministra das Finanças da França nos tempos de Sarkozy, a propósito do litigio entre o empresario (e ex dirigente do Olimpique de Marselha) Bernard Tapie e o banco  Credit Lyonnais. Lagarde hoje é diretora executiva do Fundo Monetario Internacional e uma condenação - mesmo sem pena de prisão - por negligência financeira,  cria uma situação perigosa. O Board do FMI vai analisar se essa condenação afeta o prestigio da entidade. Grande parte da media francesa considera que a ex ministra devia, na altura, ter recorrido da sentença, vista como excessivamente favorável a Tapie. Não o tendo feito, negligenciou os interesses públicos. Ela deixou Paris antes mesmo da sentença ter sido lida e regressou a Washington, suscitando comentários desfavoráveis por parte do "Le Monde" que acabo de ler.