quarta-feira, 9 de novembro de 2016

E agora Trump 4 anos (pelo menos)

Reproduzo versão em espanhol porque talvez seja mais fácil para a maioria do leitores deste blog:
Do New York Time desta madrugada antes da publicação do resultado final
Paul Krugman: Estados Unidos, nuestro país desconocido

Todavía no sabemos quién ganará el Colegio Electoral, aunque mientras escribo 
esto pareciera —increíble y espantosamente— que los pronósticos favorecen a 
Donald Trump hasta este momento. Lo que sí sabemos es que la gente como yo, y 
probablemente como la mayoría de los lectores de The New York Times, en 
verdad no entendemos en qué país vivimos. Pensamos que nuestros 
conciudadanos no votarían por un candidato tan evidentemente poco calificado 
para el máximo cargo, con un temperamento tan demente, tan escalofriante como 
absurdo.
Pensamos que la nación, si bien lejos de haber trascendido los prejuicios raciales y la misoginia, se había vuelto mucho más abierta y tolerante con el paso del tiempo.
Pensamos que la gran mayoría de los estadounidenses valoraba las normas democráticas y el Estado de derecho.
Resulta que estábamos equivocados. Resulta que hay un gran número de personas —blancas, que viven principalmente en áreas rurales— que no comparten para nada nuestra idea de lo que es Estados Unidos. Para esas personas, se trata de una cuestión de sangre y tierra, del patriarcado tradicional y la jerarquía étnica. Y resulta que hubo muchas otras personas que podrían no compartir esos valores antidemocráticos que, sin embargo, estaban dispuestas a votar por cualquiera que representara al Partido Republicano.

No sé qué nos espera. ¿Estados Unidos ha fallado como Estado y sociedad? Todo parece posible. Creo que tendremos que levantarnos y tratar de encontrar la forma de continuar, pero esta ha sido una noche de revelaciones terribles y no considero que sea un exceso sentir tanto desconsuelo.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

como vai o dia até meio da tarde

Nos Estados Unidos votam e devemos ter uma ideia geral do cenário mais provável dentro de 5 ou 6 horas.


No Iraque os combates por Mosul prosseguem com avanços ligeiros dos governamentais. Previsão da batalha durar semanas ou até meses.


No Brasil,  decorrem ocupações de escolas e faculdades (inclusive da UFF) e agentes de segurança do Rio invadem Assembleia Legislativa com reivindicações laborais..

segunda-feira, 7 de novembro de 2016



USA eleições

As previsões  de fontes mais credíveis apontam Hillary com 45% das intenções de voto e Trump 42%. Alguns pequenos candidatos têm votações respeitáveis, considerando o nível de outsiders. Um deles é o ex governador do Novo México, Jonhson, do pouco conhecido partido Libertário ( teria 5%) e um candidato mormon que no Utah pode tirar votos ao Trump. Não há muitas indicações seguras sobre o candidato dos Verdes. Não é a primeira vez que pequenas candidaturas chamam a  atenção, mas no final tudo se resume ao embate democratas-republicanos.

domingo, 6 de novembro de 2016

a oeste do Levante batalha de Raqqa

Enquanto a leste prossegue o avanço iraquiano e curdo sobre Mosul, a oeste as Forças Democráticas Sirias (SDF) apoiadas pela coligação ocidental (com forte dispositivo de ataque aéreo) anunciam inicio das operações para conquistar Raqqa (Síria), vista como capital do Estados Islâmico. Porta vozes das SDF esperam combates da mesma intensidade que em Mosul. A derrota militar do E.I. nas duas frentes reduziria seu controle territorial a pequenos espaços. Foto de comandantes SDF anunciando hoje o ataque (tirada da BBC)

sábado, 5 de novembro de 2016

fotos de mulher como reveladores de contexto

A artista norte-americana Nina Childress expõe em  Paris pinturas de mulher no momento de escolher, tirar ou colocar roupa. Em poses e com formas de corpo muito mais reais, contrariando grande parte dos estereótipos de criação masculina. A galeria Bernard Jordan autorizou o "Libération" a reproduzir dois desses quadros ("Dressing" e "Pull")
Hoje também, a BBC divulgou reportagem com opiniões de mulheres jornalistas sobre fotos de mulher nos seus respectivos países. No Bangladesh a sociedade aceita fotos "ousadas" ("pouty") de mulher nas redes se elas forem artistas de cinema ou TV, modelos ou cantoras. As demais seriam ridicularizadas ou humilhadas. No Afeganistão as mulheres que têm contas na rede evitam inserir perfis e uma foto como esta causaria problemas incalculáveis para a mulher e sua família

A maneira de olhar o corpo feminino pode revelar, por um lado, respeito pela liberdade ou pela beleza; do lado oposto é pretexto para machismo, culpabilização religiosa ou imbecilidade (não obrigatoriamente masculina).