sábado, 5 de setembro de 2015
imbondeiros
Foto de Paulo Araújo, meu amigo da Luanda Antena Comercial (e de longa data) na estrada Maria Teresa-Dondo. Lembro que a palavra imbondeiro só se usa nos PALOP, nos demais é baobab (baobá) e espalhou-se por todo o mundo em larga medida graças ao livro "O pequeno príncipe" de Saint Exupéry, escritor francês e piloto de avião, morto em combate na segunda guerra mundial.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
rejeições
Lendo um dialogo no facebook sobre níveis de bom ou mau tratamento aos refugiados, resolvi intervir dizendo que todos os países tratam mal os refugiados, a não ser que estes sejam pouquinhos e fiquem de boca fechada aceitando o respectivo estatuto como favor ou até esmola. Se forem muitos ou derem muitas opiniões, vão ter problemas ou simplesmente serão rejeitados. Seja onde fôr ! Acrescento aqui outras "categorias" na mesma situação : imigrantes, naturalizados, pequenas minorias raciais. Terão sempre cidadania reduzida.
Na colação de grau
Antes da cerimonia na UFF, da turma R.I. 2015.1, em companhia dos professores Fernando Roberto e Adriano Freixo:
sábado, 29 de agosto de 2015
Auto Defesa
Há meses escrevi um artigo no "África 21" focando a questão da auto defesa em situações de tirania, venha de governos opressivos ou de forças fanáticas. A mesma questão aparece na área de atuação do chamado Estado Islâmico não só com os grandes movimentos curdos mas também com uma minoria religiosa entre eles e com os cristãos.
Os Yazidis, são etnicamente curdos mas professam uma religião pré-islâmica e pré cristã, sob influência do zoroatismo. Os cristãos do Iraque são de origem assíria e caldeia. O ISIS/Daech - como fazem muitos movimentos totalitários - consideram ambos como alvos fáceis e ocupam suas terras, raptam membros dessas comunidades (sobretudo mulheres) e ameaçam com genocídio caso não se convertam à religião muçulmana, na forma como o ISIS/Daech a apresenta.
Embora as forças curdas representem a melhor defesa dessas minorias contra os jihadistas, alguns grupos cristãos e yazidis têm criado unidades de autodefesa de pequena dimensão mas com algum poder dissuasivo.
Do lado cristão, os bispos propõem que tais unidades se integrem no exército iraquiano para evitar mais formações armadas confessionais e ameaçar ainda mais o futuro do Iraque, embora defendam também a possibilidade de territórios autônomos dentro do país, como o Curdistão. Mesma reivindicação entre setores yazidis.
Na Síria os cristãos estão divididos entre apoio ao regime de Damasco e a oposição democrática. Neste caso há bastantes cristãos no Conselho Militar, cujo efetivo seria da ordem dos 1.500 segundo repórteres que estiveram na zona.
Os Yazidis, são etnicamente curdos mas professam uma religião pré-islâmica e pré cristã, sob influência do zoroatismo. Os cristãos do Iraque são de origem assíria e caldeia. O ISIS/Daech - como fazem muitos movimentos totalitários - consideram ambos como alvos fáceis e ocupam suas terras, raptam membros dessas comunidades (sobretudo mulheres) e ameaçam com genocídio caso não se convertam à religião muçulmana, na forma como o ISIS/Daech a apresenta.
Embora as forças curdas representem a melhor defesa dessas minorias contra os jihadistas, alguns grupos cristãos e yazidis têm criado unidades de autodefesa de pequena dimensão mas com algum poder dissuasivo.
Do lado cristão, os bispos propõem que tais unidades se integrem no exército iraquiano para evitar mais formações armadas confessionais e ameaçar ainda mais o futuro do Iraque, embora defendam também a possibilidade de territórios autônomos dentro do país, como o Curdistão. Mesma reivindicação entre setores yazidis.
Na Síria os cristãos estão divididos entre apoio ao regime de Damasco e a oposição democrática. Neste caso há bastantes cristãos no Conselho Militar, cujo efetivo seria da ordem dos 1.500 segundo repórteres que estiveram na zona.
combatente yazidi (foto do site de Al Jazeera)
sábado, 22 de agosto de 2015
Guiné-Bissau : a volta da preocupação
Neste momento é tudo o que posso dizer: preocupação. Tenho acompanhado a evolução deste país desde antes da Independência e os momentos de crise têm sido não só muitos mas também com muita violência. O Presidente José Mário Vaz demitiu o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira e deu posse ao seu substituto, Baciro Djá. Todos do PAIGC, cujo apoio continua com Domingos S. Pereira.. Divergências intra-partidárias ocorrem em qualquer país, mas neste caso - em virtude do passado recente - os sustos são bastantes. Primeiras interrogações: como vai ser recebido o novo governo na Assembleia Nacional, como se vão conduzir os partidos oposicionistas e que rumo tomarão eventuais manifestações de rua?
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