quinta-feira, 19 de março de 2015

olhando em geral

Greve de servidores da UFF - Hoje o campus do Gragoatá continuou fechado em virtude da greve de trabalhadores terceirizados que reclamam pagamentos em atraso. Esta semana não dei as aulas de terça e quinta.

Salão do Livro em Paris - Começa amanhã em Paris (na Porte de Versailles) e vai até segunda feira, mais um salão do livro de  Paris. País homenageado: Brasil. Excelentes paginas do "Liberation" de hoje a propósito do evento

Tunísia: Após o ataque jihadista de ontem contra o Museu Bardo que matou mais de 20 pessoas, mobilização nacional e internacional contra o terrorismo e uma certeza: a democratização da Tunisia é uma afronta ao jihadismo. O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico. O Presidente Beji Essebi declarou "essa minoria de selvagens não nos mete medo".

domingo, 15 de março de 2015

cerca de 1,5 milhão nas ruas de todo o Brasil

Vasto movimento de protesto contra a Presidente Dilma. Segundo a midia cerca de 1,5 milhão de manifestantes hoje em centenas de cidades, com vários tipos de palavras de ordem e  opções políticas. Parece ser um início de campanha convocada por dois grupos em princípio informais e usando as redes sociais como via de mobilização principal: "vamos para a rua" e "fora Dilma". A dimensão dos protestos surpreendeu o governo que contava com um máximo de 300 mil manifestantes. Só em São Paulo teriam sido um pouco mais de 200 mil (foto abaixo: na avenida Paulista). No fim do dia o ministro da Justiça e o ministro da secretaria geral da Presidência apelaram ao dialogo e prometeram reformas e medidas anti-corrupção.
Tudo indica que junto com a crise econômica o Brasil vai viver uma crise politica prolongada.

Sobre o lançamento em Luanda do "1961 -Memória de um ano decisivo"



              Da apresentação do livro por Gustavo Costa no dia do lançamento (12/03/2015)

(...) ao mergulhar nas raízes das histórias trilhadas nas cento e noventa e oito páginas daquilo que pode ser já o maior espólio documental reunido até hoje à volta da nossa narrativa independentista, não pude resistir à amplitude de uma utopia que se consagrou na nossa maior saga: a conquista da Independência!
Não resisti também ao pioneirismo de um trabalho de investigação de uma envergadura ímpar, que tem o DNA de um nacionalista cuja grandeza se confunde com a epopeia de milhares de angolanos que, naquele tempo, há mais de cinquenta anos, cada um à sua maneira, deram o melhor de si para abrirem os caboucos do nosso edifício pátrio.
Por essa razão, as fotografias, os vídeos e as gravações, mais do que o acervo e o legado do nacionalista Lúcio Lara, são a expressão do grito de alma de uma imensa geração depositária dos mais nobres valores do nosso moderno nacionalismo.
(...)
Esta é uma obra que não foi gerada por nenhuma universidade, nem recebeu o concurso de nenhuma  consultora estrangeira, como agora, exageradamente, virou moda.
Também não foi escrita por nenhum jornalista insigne, que quase já não os há, nem por jovens engravatados que, falando de cátedra, da história têm a mesma vaga noção que alguns dos nossos novos ricos têm da pobreza...
Estamos perante uma arma poderosa, que resistiu a todas as tentativas de rasura da história da Independência e mesmo a certas correntes negacionistas, que gostariam de ver triunfada aqui uma narração “descafeinada”.
(...)
A Associação Tchiweka preferiu a Nação e decidiu memorizar um pedaço chave da nossa história cuja riqueza assenta na sua transversalidade.
Nele estão projectados depoimentos e  fotos memoráveis de patriotas angolanos, de outros combatentes africanos anti-colonialistas e também de anti-fascistas portugueses, que decidiram solidarizar-se com  a causa angolana.
Não há aqui, nesta obra, angolanos da UPA, da FNLA, do MPLA, da Revolta Activa, da Revolta do Leste ou da UNITA. Há aqui apenas angolanos! Estamos aqui, porventura, perante a viagem documental de maior fôlego nacionalista, que carrega o mérito de estar despida de  estreitismos partidários ou de preconceitos de natureza étnica, tribal, racial ou religiosa.
Estamos perante um hino à reconciliação, escrito com poemas  que afastam a exclusão e procuram antes irmanar passados com percursos diferentes mas todos eles trilhando o mesmo espírito.
(...)
A leitura desta obra gera emoções e obriga-nos a reviver a chama do protesto que galvanizou milhares de nacionalistas de diferentes matizes políticas que, enjaulados pela PIDE, na luta clandestina ou empunhando armas nas matas, lançaram as sementes da inesquecível gesta da libertação de Angola das grilhetas do ocupante português.
Comprometidas apenas com a história, queiram as novas gerações ler esta obra, que ajudará a compreender o passado e a iluminar o futuro, através do que a Associação Tchiweka qualificou como “folhas arquivadas, que não serão mortas, antes renovadamente ressuscitadas”.
Por isso é que esta é daquelas obras que deveria figurar nos escaparates das nossas livrarias e nas galerias das bibliotecas dos nossos estabelecimentos de ensino público e privado.
Porque partiu da ideia do resgate da história, da ideia da liberdade de pensar, de fazer, de ser e de ver a história sem complexos e sem zonas de sombra ou de escuridão.
(...)  
Por isso é que esta vasta compilação escrita, documental, iconográfica e testemunhal,  feita em tempo oportuno, desafia a isenção e a liberdade dos historiadores para que  persigam a investigação agora iniciada pela Associação Tchiweka.
E, porque é que os historiadores são chamados a enfrentar este desafio?
Para que as novas gerações saibam que houve um antes e um depois. Para que a geração 80 interiorize que o passado aconteceu e não pode “desacontecer”.
Para que a geração Google, aquela que tem tudo ao toque do teclado, que sabe quase tudo a respeito dos outros, não diga nunca, por nunca, que nunca ouviu falar dos horrores do colonialismo e da resistência anti-colonial protagonizada por milhares de heróis anónimos.

O tamanho do discurso do Gustavo ( e a postagem de fotos) não permitiu inseri-lo na íntegra. Mas se alguém quiser é só pedir, eu envio.

                                    As fotos  são do Kamene Traça  e Antonio Estrelinha respectivamente.                                                               Agradeço à Wanda da ATD pelo envio.

Hoje comemora-se o 54° aniversário do inicio da insurreição camponesa do norte de Angola. Sobre o tema redigi há anos uma dissertação de final de curso na EHESS de Paris. Está em francês e tambem à disposição de pessoas eventualmente interessadas



quarta-feira, 11 de março de 2015

PSG segue em frente na Champions

Com dez jogadores desde os 10 minutos (por expulsão de Ibra) o PSG empatou com o Chelsea em Londres 2 a 2. No agregado ganha porque empatou  no Parc des Princes 1 a 1. O melhor jogo a que assisti nos últimos meses. Marcaram pelos franceses David Luís e Thiago Silva.

sábado, 7 de março de 2015

noite de chuva no sabado

Chove muito. Hoje só sai para tomar café expresso e voltei. Passei mais de cinco horas preparando material para o recomeço das aulas na próxima semana e preenchendo documentos administrativos. Li alguns jornais que me mandam online e alem das noticias de Bamako, constatei que todos os suspeitos do petrolão se  dizem tranquilos. Pouco previsível que alguém suspenda suas próprias funções enquanto durar o inquérito. Na Nigéria,  A. Shekau, lider do  BHaram, em gravação no twiter prestou apoio e obediência ao Estado Islâmico (Daech) que assim fica com uma segunda base africana. A primeira é na Libia.
Esta semana consegui finalmente ver o filme "Timbuktu" no cinema da reitoria da UFF. Minha leitura de ficção atual: "O tempo entre costuras" de Maria Dueñas, ambientado no antigo Marrocos espanhol.
O Flamengo ganhou fácil ao Friburguense (2 a 0) no carioca; no francês, o PSG está em primeiro... até ver o resultado do Lyon amanhã; no português  espero que amanhã a Academica ganhe; estou na expectativa do Brasil-França e em homenagem a meus amigos malianos deixo o emblema do Real Bamako:

Tamanhos Médios do Pênis

O grupo de trabalho do Dr. David Veale (King's College, Londres) mediu 15.500 pênis - sobretudo  da Europa e Ásia Ocidental - para determinar médias. Resultados publicados na revista de urologia "BJU International".

Comprimento:  em repouso 9,16 cm; em repouso esticando: 13,24; em ereção: 13,15 cm. Circunferência: repouso 9,31; ereção:11,66 cm.

Resultados parecidos com os publicados em 2011 pela Academia Nacional de Cirurgia que , no entanto, dava para as ereções uma média alargada entre 12,8 e 14,5 cm. Os autores do trabalho chamam a  atenção para três elementos importantes: a maioria dos voluntários  estavam tranquilos sobre o tamanho de seus pênis, quer dizer, grande numero de insatisfeitos não teriam feito parte da amostragem; as medições foram feitas em temperaturas diferentes; as áreas geográficas referidas podem ser insuficientes no estabelecimento de médias mundiais.

Além de seus usos consagrados, o pênis serve também como objeto de cultura. São muito conhecidas as antigas estatuas gregas e romanas (e outras mais recentes). Há poucos meses foi noticiado que o pintor dinamarquês Uwe Max Jensen pintou com o próprio pênis a imagem de Kim Kradesian e o site "sindromedeestocaolmo" informa que na aldeia sul-coreana de Sinnam erguem pênis todos os 15° dias do primeiro mês do calendário lunar, por razões de tradição cultural.

                                                               foto de "O Globo"
                            praça do pênis (Coreia do Sul), foto do site "sindromedeestocolmo"