Dei aqui grande destaque ao atentado fascista contra o Charlie Hebdo, mesmo sem gostar do jornal. Constatei que os meus amigos franceses adotaram a mesma atitude. Ou seja, o jihadismo é uma forma de fascismo e tem de ser combatido. Quanto ao Charlie acho que esquece muitas vezes a ética do respeito pela liberdade e convicções dos outros e esqueceu também regras básicas de segurança e auto-defesa. Um dos fundadores do jornal, hoje cronista no "Nouvel Observateur", Delfeil de Ton, publicou uma forte critica no mesmo sentido.
Então, para os defensores dos Direitos Humanos a posição é clara: destruir o jihadismo e outras formas de fascismo sem agredir nem ridicularizar convicções pacíficas.
Não li todo o discurso do Papa nas Filipinas mas acho que também raciocinou assim. Por isso sublinhou: "matar em nome da religião é uma aberração"
Outro exemplo de jihadismo - com discurso onde misturam religião e etnia - é o Boko Haram. Mata dezenas de nigerianos/as por dia. Deixo uma dupla foto de satélite, antes e depois de ataque que efetuou na zona de Doro Gowon.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
No Rio de Janeiro sobre "Charlie Hebdo"
Organizado pelo "Algo a Dizer" (www.algoadizer.com.br) tem lugar amanhã, às 17 horas, no Teatro Casa Grande (junto ao shopping Leblon, Rio de Janeiro) um ato de repudio ao atentado contra o Charlie,
Em Paris o semanário sairá nesta quarta feira com 8 paginas e tiragem de 3 milhões em 16 línguas. Maiores edições em francês, inglês, espanhol e árabe. A edição turca será feita num jornal de Istambul. A capa é:
Em Paris o semanário sairá nesta quarta feira com 8 paginas e tiragem de 3 milhões em 16 línguas. Maiores edições em francês, inglês, espanhol e árabe. A edição turca será feita num jornal de Istambul. A capa é:
domingo, 11 de janeiro de 2015
França manifesta
Difícil dizer quantas pessoas manifestaram hoje no território francês - da "metropole" até à Nova Caledónia (Pacifico). Mais de 3 milhões, cerca de 1,5 milhão em Paris. Protesto contra o jihadismo e enérgica defesa das liberdades, com relevo para a de imprensa. Por esta razão círculos de direitos humanos estranharam a presença de chefes de Estado ou seus representantes que desrespeitam essa liberdade. O "Le Monde" citou alguns casos em comparação com as respectivas classificações na lista dos Repórteres sem Fronteiras. Num total de 180 países a Turquia (representada pelo seu primeiro ministro) ocupa o 154° lugar; Jordânia (rei e rainha presentes) 141°; Rússia (ministro dos Negócios Estrangeiros) 140°; Gabão (Presidente) 98°; Israel (Primeiro ministro) 96°; Hungria (primeiro ministro) 64°.
Mas a mobilização popular francesa foi das maiores de sempre na História. Imagem da primeira pagina do "Liberation" (jornal fundado por Jean Paul Sartre e onde está provisoriamente a redação do "Charlie")
Mas a mobilização popular francesa foi das maiores de sempre na História. Imagem da primeira pagina do "Liberation" (jornal fundado por Jean Paul Sartre e onde está provisoriamente a redação do "Charlie")
sábado, 10 de janeiro de 2015
Anonymus contra sites jihadistas
O coletivo hacker Anonymous anunciou campanha designada como "OpCharlieHebdo" para ataque "aos terroristas na internet". No texto dizem: "Esperem uma reação massiva e frontal de nossa parte porque o combate pela defesa dessas liberdades é a base do nosso movimento". Publicaram duas listas com cerca de 50 sites em inglês, francês e árabe que consideram como terroristas, alguns dos quais foram atacados desde ontem, querendo também chamar a atenção para apoiantes dos recentes ataques.
A esposa do jihadista morto Ahmedi Coulibaly, ao contrário do que dizia grande parte da midia, não estava em Paris no momento dos ataques, pois teria viajado dia 2 para a Síria. Assim, tiveram sentido nossas duvidas no debate de ontem na Globonews sobre a presença de Hayat Boumedienne na mercearia kosher atacada na porta de Vincennes.
Na manifestação deste domingo em Paris estarão presentes, entre outros, o Presidente palestino M.Abbas e o PM de Israel B. Netanyau. Uma larga coligação francesa convocou a manifestação, desde a direita liberal à extrema esquerda. Excluída a FN (extrema direita). O fundador desta, Jean Marie Le Pen, classificou o "Charlie Hebdo" de anarco-trotsquista.
Muitas forças politicas e sociais ou indivíduos, que não gostam do estilo do jornal satírico, condenam o ataque em nome da liberdade de expressão e da determinação em não se deixar intimidar.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
africanos e o ataque ao Charlie Hebdo
No continente africano a midia sabe o que são as agressões á liberdade de expressão e as intimidações. Os catoonistas africanos são dos mais experientes na matéria. Por isso vale a pena reproduzir frases e cartoons de autores africanos sobre o acontecimento:
"A melhor forma de vingar nossos companheiros que caíram é continuar a fazer este trabalho com a mesma virulência" (Kash, Congo Kinshsa)
Damier Glez (Burkina Faso)
Tayo (Nigeria)
Pov (Madagascar/Mauricio)
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