quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Index mundial de Think Tanks

Publicado o "Índex Global Go-to think tanks 2013”, elaborado sob direção do Professor James McGann do Programa Think Tanks and Civil Society da Universidade da Pensilvania.

Inseridas 6.826 entidades, sendo 1984 da América do Norte. América Central e Sul apresentam 662 e África Sub-sahariana 612. Por países USA possui 1828 entidades, China 426, Reino Unido 287, Índia 268, Alemanha 194, França 177, Argentina 137, Russia 122, Japão 108, Canadá 96, Itália 89, África do Sul 88, Brasil 81.

Na classificação geral mundial por entidades é colocada em primeiro lugar a Brookings (USA), em 2° Chatham House (Reino Unido), em 3° Carnegie (USA). Nos 10 primeiros lugares desta lista , 6 são dos Estados Unidos.

Na Améica Central e do Sul, a melhor classificada é a Fundação Getulio Vargas, seguida pelo CEDICE (Venezuela) CEP (Chile) CEPAL (Chile), CIPEC (Argentina). Nas 12 primeiras há ainda mais duas brasileiras: Instituto Fernando Henrique Cardoso em 11° e IPEA em 12°.

Na África Sub-sahariana, o 1° e 2° lugares são ocupados pelos sul-africanos Institute of International Affairs (SAIIA) e Institute for Strategic Studies (ISS), seguidos do Economic Consortium (Quênia) Center for Policy and Education (Gana) Codesria (Senegal) e mais 4 da África do Sul. Na lista de 50 não há nenhum PALOP, apesar da pesquisa ter localizado 4 think tanks em Angola e em Moçambique, 2 em Cabo Verde, 1 na Guiné Bissau e nenhum em São Tomé e Príncipe.

Os melhores think tanks em economias nacionais são os norte americano Brookings e NBER e o britânico Instituto Adam Smith. Em economia internacional também lidera a Brookings, seguido pelo Bruegel (Belgica), NBER, Peterson (USA) Kiel (Alemanha).

Em Defesa e Segurança na frente, segundo este índex, o Center for Strategic and International Studies (USA), Rand (USA), Brookings, Chatham, SIPRI (Suécia). O CEBRI (Brasil) ocupa aqui a 23ª posição.
 
O relatório completo pode ser  facilmente encontrado na internet bastando escrever o seu título nos motores de busca, tipo Google.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

piratas na costa de Angola?

Um petroleiro grego de pavilhão liberiano poderá estar ocupado por piratas numa ação que teria ocorrido em águas angolanas. A ultima informação do navio localizavam-no, dizem os armadores, a sete milhas náuticas de Luanda. Há dias um barco suspeito tipo rebocador foi assinalado na costa norte do país e pode pertencer a  um gangue de piratas nigerianos. Se tudo isto se confirmar é o ataque pirata mais a sul na costa atlântica africana. Na região do Golfo da Guiné, piratas nigerianos são frequentemente acusados dessa prática.
Se o ataque ocorreu sete milhas a sul de Luanda, foi na ao largo da ilha-península do Mussulo (foto 1) se foi para norte é na direção (também ao largo) da Barra do Dande (foto 2)
foto 1
foto 2
 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Rolezinhos


Transcrevo do "África 21 online" (ligado á "África 21" de Luanda/Lisboa mas editado em Brasília) artigo de  Helder Castro
 
A moda do rolezinho parece estar a incomodar a classe política brasileira. Os encontros de jovens, muitos deles oriundos de bairros da periferia das grandes capitais, prometem agitar políticos, polícias e as páginas dos jornais nos próximos tempos.
Um movimento inicialmente despolitizado, participado por jovens de boné, jeans e t-shirts de baixo custo, aparentemente sem convicções políticas e ideológicas consequentes, que se mobilizam por mensagens na internet para encontros em shopping centers - o chamado rolezinho - está a ser empurrado para um protagonismo que os próprios estavam longe de adivinhar.
O movimento teve origem em São Paulo, em finais do ano passado, e pode alastrar a outras cidades. Essa foi a resposta dos "funkeiros" à proibição decretada pela Prefeitura de se exibirem nas ruas.  Os "rolezinhos" começaram a ser reprimidos pelos seguranças dos shoppings e pela polícia. Alguns jovens foram detidos sob a acusação de desacato e hoje eles dizem que se trata de uma forma de protesto contra a discriminação, pela indumentária ou pela cor da pele, de que são alvo nos  espaços comerciais mais sofisticados das áreas ricas.
A irreverência desses jovens traz em si mesma as sementes do descontentamento de uma geração com poucas perspectivas, numa sociedade gerida por um sistema que fomenta a competitividade irracional e a desigualdade econômica e social. Uma sociedade que já não consegue dar resposta às expectativas que ela própria gera.
Há dias, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, lançou o alerta:  "Não considero a repressão o melhor caminho, porque tudo o que for feito nessa linha vai ser como colocar gasolina no fogo". O homem do Planalto especializado em tentar apagar incêndios sociais disse o que alguns outros políticos tinham recomendado antes, como, por exemplo, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,  que afirmou, com desejável sensatez,  que o recurso  à repressão policial só seria usado se houvesse violação das leis. Resumindo: prudência parece ser a palavra de ordem.
Mas sensatez parece ser palavra desconhecida por alguns setores ligados ao governo,  amantes do modelo social e cultural norte-americano, profundamente discriminatório, que procuram reduzir as manifestações dos jovens a protestos de índole  racial, criando artificialmente novos focos de tensão em benefício político próprio e com prejuízo da luta mais geral contra as desigualdades econômicas e sociais, que atingem milhões de deserdados, de diferentes raças e etnias.
Os rolezinhos não são um movimento de protesto racial, nem têm um objetivo, uma bandeira única. Eles são manifestações  de uma geração de jovens cujas expectativas têm sido sucessivamente fraudadas pelos governantes e que não se reveem, em geral,  na classe política que conduz os destinos do país. Qualquer semelhança com os protestos que incendiaram o país em meados do ano passado não é pura coincidência.
Os shoppings são espaços públicos e não podem, obviamente, impedir a liberdade de circulação, condicionar o acesso a esses espaços. Os rolezinhos, por seu turno, não podem prejudicar o direito de ir e vir de quem frequenta os shoppings ou, de algum modo,  limitar a liberdade de comerciar dos lojistas.
2014 promete ser um ano animado, com muitos rolezinhos, muito futebol, muita demagogia e muitas eleições. Se alguma coisa vai realmente mudar é que não me atrevo a adivinhar. As grandes mudanças, fundamentais, de que o Brasil tanto carece, como as reformas política, partidária e tributária, continuam adiadas.
rolezinho misturado com protesto político no shopping Plaza de |Niterói (perto da UFF), sábado 18.

Relembrando gravação de 1986. Sem sacanagem, a letra parece de hoje

 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Davos


De 22 a 25 do corrente vai decorrer nessa cidade dos Alpes suíços mais um encontro do Fórum Economico Mundial. Porta vozes do mesmo dizem agora estar muito preocupados com o aumento das desigualdades no mundo e com a eventual instabilidade que elas possam causar. Parece brincadeira, na medida em que as propostas e linha geral do FEM contribuíram para criar conjunturas de desigualdade e até de impasse perante as crises. Vão mudar de posição?
O evento como todos os anos, no entanto, vai ser uma peregrinação de políticos, bilionários, artistas, etc. em busca de visibilidade e, no caso de alguns lideres políticos, de investimentos para suas economias  ameaçadas.
Investimentos não sei se conseguirão mas de certeza  vão receber inúmeros e inúteis conselhos.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

entrevista de Achille Mbembe

Inicialmente publicada na revista "Jeune Afrique" de 9/12/13  foi traduzida para português e publicada hoje no caderno de cultura do "Novo Jornal" de Luanda. Para quem estuda África  atual, dada a competência e conhecimento pan-africano deste cientista social cameronês (leciona na Wits, Joanesburgo), aconselho a leitura. Tenho cópia em pdf. É só dizerem para onde envio.

articulando medicinas

Com minha região lombar apresentando alguns  problemas (anos de vida  agitada e pesada têm preços desse tipo) comecei um tratamento combinado de  medicina ocidental e oriental: fisioterapia e acupuntura. Há alguns  anos fiz uma sessão de acupuntura na ilha Mauricio mas desta vez vão ser mais. Hoje foram  10 agulhas (salvo erro) na lombar e coluna durante 25 minutos. A fisio foi à base de  ultra som. Daqui a uns dias dou o resultado desta mistura.