terça-feira, 4 de junho de 2013
estatística imediata do blog
Das 42 entradas nas ultimas horas: 29 são do Brasil; 12 dos USA e 1 de Angola. Os acessos foram 67% por computador e 33% por iphone.
General brasileiro na força da ONU para a RD Congo
O general Santos Cruz toma posse esta semana em Kinshasa do dispositivo militar da missão da ONU na RDC (Monusco). Vai comandar 20 mil soldados de diversos países, dos quais 3 mil da força especial de ataque com o objetivo de dissolver grupos armados irregulares existentes no Leste do país, vários deles perto da fronteira do Ruanda. Quase todos esses grupos já disseram que vão resistir a qualquer ataque da ONU, prevendo-se, portanto, sérios problemas para a missão do general. Entre eles, destaque para o bem armado M23 que até já controlou a cidade de Goma (na foto) capital da província do Norte Kivu. Alem dele os antigos Interawahme envolvidos no genocídio ruandês de 1994, diversas milícias étnicas em geral designadas por Mai Mai e possivelmente o LRA, fundamentalista cristão do fanático Joseph Kony .
Terreno de florestas com muitos rios e lagos (a área alargada chama-se Grandes Lagos) malária e um ambiente de agressão sexual generalizado, tanto por esses grupos como por soldados do exército governamental. O sucesso da missão vai depender, ao mesmo tempo, da pressão militar e de acordos políticos baseados no respeito pelos direitos humanos.
sábado, 1 de junho de 2013
minhas leituras
Além das obrigatórias leituras diárias sobre a economia mundial, li (ou leio) também:
Na mídia:
No "Agora" de Luanda numero 824 (desta semana), uma entrevista com um general angolano que fornece a sua visão geral do falhado golpe de estado em Angola de 27 de maio de 1977 - que tem repercussões e pedidos de reparação até hoje . A entrevista lembra dados da época e preocupa-se em equilibrar a linguagem a fim de não acrescentar intolerância.
No "New York Times" de ontem, um artigo sobre a evolução recente dos programas de ação afirmativa, raciais ou orientados para estudantes pobres em geral, nos USA. Tem uma chamada para debate de 13 de maio, publicado no mesmo jornal, sobre as perspectivas da ação afirmativa com base na raça.
Livros:
"Lisboa 1939-1945, guerra nas sombras" (titulo original: "Lisbon- war in the shadows of the city of light 1939-1945") de Neill Lochery. Bem documentado e fácil de ler para quem se interessa sobre atuações dos dois campos na segunda guerra mundial, em países neutros. Na tradução publicada pela Rocco (Rio de Janeiro, 2012) lamento alguns problemas, como por exemplo traduzir o inglês "official" para "oficial" em português. É mais correto traduzir por "funcionário", de contrario fica a impressão de todo o mundo ser militar.
"O povo eterno não tem medo" (The people of forever are not afraid") de Shani Boianjiu, edição Alfaguara, Rio de Janeiro (2013) ambientado em Israel e "Sermão sobre a queda de Roma (Le sermon sur la chute de Rome) de Jerôme Ferrari , edição 34, São Paulo (2013), vencedor do Prémio Goncourt de 2012, o mais importante premio literário francês. São romances e vou lendo os dois alternadamente,
Na mídia:
No "Agora" de Luanda numero 824 (desta semana), uma entrevista com um general angolano que fornece a sua visão geral do falhado golpe de estado em Angola de 27 de maio de 1977 - que tem repercussões e pedidos de reparação até hoje . A entrevista lembra dados da época e preocupa-se em equilibrar a linguagem a fim de não acrescentar intolerância.
No "New York Times" de ontem, um artigo sobre a evolução recente dos programas de ação afirmativa, raciais ou orientados para estudantes pobres em geral, nos USA. Tem uma chamada para debate de 13 de maio, publicado no mesmo jornal, sobre as perspectivas da ação afirmativa com base na raça.
Livros:
"Lisboa 1939-1945, guerra nas sombras" (titulo original: "Lisbon- war in the shadows of the city of light 1939-1945") de Neill Lochery. Bem documentado e fácil de ler para quem se interessa sobre atuações dos dois campos na segunda guerra mundial, em países neutros. Na tradução publicada pela Rocco (Rio de Janeiro, 2012) lamento alguns problemas, como por exemplo traduzir o inglês "official" para "oficial" em português. É mais correto traduzir por "funcionário", de contrario fica a impressão de todo o mundo ser militar.
"O povo eterno não tem medo" (The people of forever are not afraid") de Shani Boianjiu, edição Alfaguara, Rio de Janeiro (2013) ambientado em Israel e "Sermão sobre a queda de Roma (Le sermon sur la chute de Rome) de Jerôme Ferrari , edição 34, São Paulo (2013), vencedor do Prémio Goncourt de 2012, o mais importante premio literário francês. São romances e vou lendo os dois alternadamente,
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Têm medo de Amina Tyler
A blogueira da Tunísia e ativista do Femen, Amina Tyler, 19 anos, está presa em Kairouan, no centro do país, onde foi protestar contra manifestação do grupo salafista Ansar al Sharia. Multada por porte de...spray lacrimogéneo permanece em detenção por ter escrito o nome do seu movimento no muro de um cemitério. O juiz quer investigar se ela faz parte de uma "associação de malfeitores". Tudo começou quando ela postou fotos suas de seios nus (reportei aqui), depois esteve sob sequestro familiar. A família diz que ela passou por tratamento psiquiátrico em virtude de depressões. Ela confirma mas insiste estar em plena consciência. Situações como a que ela - e a mulher do seu país em geral - vive, no mínimo provocam fortes crises de ansiedade. Sei disso muito bem. O que está em causa neste caso é a liberdade de expressão e os direitos humanos, ameaçados por tendências extremistas religiosas no país que abriu o ciclo de revoltas árabes pela democracia.
No próximo dia 5 ela volta ao tribunal e entretanto permanece na prisão em Kairouan. Movimentos que nem concordam com a tática do Femen lançaram uma campanha em sua defesa. O Ansar al Sharia quer que "ela vá para o inferno"
No próximo dia 5 ela volta ao tribunal e entretanto permanece na prisão em Kairouan. Movimentos que nem concordam com a tática do Femen lançaram uma campanha em sua defesa. O Ansar al Sharia quer que "ela vá para o inferno"
quarta-feira, 29 de maio de 2013
a Terra continua (+ ou -) redonda
A União Europeia pede à França redução do déficit fiscal e reforma do sistema de aposentadoria. Hollande respondeu que já se tinha comprometido em diminuir o déficit mas sobre as reformas é problema interno francês e a UE tem que ficar fora disso. A OCDE publica em relatório que no próximo ano o desemprego vai aumentar ainda mais em Portugal. Os russos prometem misseis ao governo sírio, os ocidentais prometem armas à rebelião e Israel diz estar preocupado. quer dizer, pode bombardear em algum lugar. Após o fraco crescimento do PIB no primeiro trimestre, o ministro Mantega vai rever a previsão anual, enquanto a oposição insiste num pedido de desculpa da Presidente Dilma pelas causas da boataria relativa à Bolsa Família. A Procuradora do Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensouda, acusou aqueles que atacam a ação do TPI de serem cumplices dos criminosos. Na Tunisia, 3 militantes europeias do Fenem tiram a camisa em frente ao Tribunal de Justiça em solidariedade com a blogueira Amina, presa há 10 dias por porte de spray lacrimogêneo. Foram presas também.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Dá para chamar um Presidente de palhaço?
O Presidente de Portugal pediu à Procuradoria Geral da Republica investigação sobre eventual enquadramento judicial após ter sido chamado de palhaço pelo escritor Miguel Sousa Tavares, numa entrevista ao diário "Jornal de Negócios" sobre o mais recente livro deste escritor "Madrugada Suja". O assunto ganhou repercussão em jornais de vários países. A expressão palhaço foi usada há pouco tempo por Paul Krugman para designar as agencias de rating e entrou um pouco no vocabulário economico, sobretudo por críticos das formas austeras de combate à crise.
Por coincidência, Krugman citou o caso português no seu comentário de ontem no New York Times, dizendo que os portugueses vivem um pesadelo e que o desemprego vai agravar ainda mais as coisas. A mídia portuguesa de hoje reproduz essas passagens.Tavares teria admitido ontem haver excesso na expressão palhaço. O seu uso e o recurso á justiça pelo PR português traduzem o clima sócio-político em Portugal.
Por coincidência, Krugman citou o caso português no seu comentário de ontem no New York Times, dizendo que os portugueses vivem um pesadelo e que o desemprego vai agravar ainda mais as coisas. A mídia portuguesa de hoje reproduz essas passagens.Tavares teria admitido ontem haver excesso na expressão palhaço. O seu uso e o recurso á justiça pelo PR português traduzem o clima sócio-político em Portugal.
sábado, 25 de maio de 2013
A agressão sexual avança no Rio
No âmbito das lutas pelos direitos humanos tenho lidado muito com a agressão contra a mulher e sua vulnerabilidade em situações de conflito violento. Até meu livro "Relato de Guerra Extrema" tem essa situação como grande foco. A mesma vulnerabilidade existe nas ruas do Rio de Janeiro. Há vans que existem ao serviço dos agressores.
A edição online desta manhã do "New York Times" www.nytimes.com apresenta uma grande reportagem sobre isso com texto e vídeos, sublinhando ter sido "necessária" a agressão sexual contra uma turista norte-americana para o assunto merecer relevo, acrescentando que os violadores dela foram rapidamente presos. Ano passado, escreve o jornal, os estupros subiram 24% . Uma vítima que apresentou queixa à policia, diz no vídeo que a queixa em geral vira estatística apenas.
O Rio é tão perigoso para a mulher como o Cairo, Joanesburgo ou Mumbai. Recentemente um estupro brutal foi cometido por assaltante de ônibus numa das maiores avenidas da cidade.
O NY Times sublinha o contraste do Brasil, com uma mulher Presidente e uma mulher dirigindo a Petrobras, enquanto a mulher na rua é alvo fácil de violadores. A verdade nua e crua é que largas zonas de varias grandes cidades do Brasil são um inferno para a mulher.
Se mulheres mais decididas tomarem medidas de autodefesa, vão ser presas e condenadas?
Sobre a matéria vale apena ver o filme "Cairo 678".
A foto desta postagem é tirada da reportagem do NY Times e mostra um carro para mulheres no metrô carioca. Vai se chegar à separação por gênero de todo o transporte publico ?
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